Carta de crédito em dinheiro?

Recebendo o crédito do consórcio em espécie!

Ao participar de um consórcio, o momento de utilização da carta de crédito é o mais aguardado.

Seja qual for o objetivo: a aquisição de uma casa, carro, moto, festa de casamento, o consórcio é uma modalidade de crédito que viabiliza a aquisição de um bem ou serviço.

Mas, às vezes, pode acontecer de haver uma mudança de planos no meio do caminho. Neste caso, dá para receber carta de crédito em dinheiro? A resposta é sim. É possível ter acesso ao dinheiro ao invés de prosseguir com a aquisição do propósito inicialmente pretendido.

É possível retirar o crédito em dinheiro, desde que cumpridos todos os requisitos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. De acordo com a Circular nº 3.432, o consorciado pode receber o valor em dinheiro se tiver quitado suas obrigações financeiras e após 180 dias da contemplação. Isso significa que, após seis meses da contemplação e com a dívida quitada, o consorciado pode escolher se mantém o crédito (que é acrescido de rendimentos financeiros, conforme veremos adiante), se adquire o bem ou serviço ou se recebe o valor contratado em dinheiro.

O consorciado apenas não estará sujeito aos 180 dias se seu grupo for encerrado antes. Ou seja, a partir da data da última Assembleia Geral Ordinária (AGO) – e desde que ele esteja em dia com suas obrigações financeiras. Nesse caso, a empresa tem até 60 dias a partir da data da última assembleia para enviar uma carta aos consorciados informando que o crédito está disponível em espécie.

Correções do crédito e rendimentos financeiros

Como você já viu aqui no Blog, o crédito do consórcio é atualizado periodicamente até a data da contemplação, conforme estabelecido em contrato. Após a contemplação, o crédito para de ser atualizado e começa a ter rendimentos financeiros. Esses são baseados na modalidade estabelecida pelo grupo na AGO de abertura.

O consorciado contemplado que solicitar o crédito em espécie receberá o valor atualizado até a data da contemplação, somado aos rendimentos financeiros. Estes são contabilizados do primeiro ao terceiro dia útil após a contemplação até o último dia útil anterior à utilização.

O consórcio dá aos participantes diversas possibilidades para alcançar um objetivo, além de liberdade para se adaptar a eventuais mudanças. A modalidade conta com legislação própria (Lei nº 11.7895/2008) e normativos do Banco Central, seu órgão regulador e fiscalizador. Assim, administradoras e consorciados têm seus direitos e deveres estabelecidos e garantidos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *